
Sou doméstica mas também sonho com um conto de fadas. Com um principe. E um cavalo branco.
Mas aqui na blogoesfera não sou protagonista de histórias de encantar e até os coches em vez de abóboras à meia-noite são sempre desportivos ou limusines de motorista vestido de rosa.
Elas anseiam não por um principe mas muitos e de preferência que já se ocupem do reino.
Que se apaixonem muitos por uma só. Que lhe dirijam galanteios e declarações únicas numa fidelidade canina como só virtualmente tal fosse possível. Que lhe dediquem posts, uns atrás dos outros e se for em poesia é sublime. Que as outras se babem de raiva pela sua magnitude e eles disputem à vez a atenção da sua dama.
Aprecíam as insinuações brejeiras, despontando a inquietude e inveja das demais.
Mas quando chega ao ponto do halograma passar à imagem real, é um deus-nos-acuda perante a calva e o abdómen dilatado.
Fazem-se de esquecidas, até de mortas se for possível e neste pente fino lá vão deixando escapar os que de facto escrevem bem.
Não tenho quota neste clube.
Não gosto da cor do equipamento.
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