Andava eu muito satisfeita de blog em blog a ver imagens e letras quando de repente cheguei a uma praia. Era noite, dizíam. Fiquei curiosa, pus-me à coca. Deparei com uma bela moçoila (fazía-se ali um BI fisionómico que não deixava sombra para duvidas), abandonada, chorosa. Um homem acerca-se dela em silêncio. Não há conversa. Só acção.
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E cá vai disto!
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Rapidamente assisto a um "filme" hardcore de 5ª categoria em que os verbos mais usados são meter, tirar, lamber, chupar, sempre acompanhados de uma adjectivação não muito rica, compondo-se o ramalhete num inolvidável advérbio superlativo de enorme.
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Fugi!
Fui parar a outras praias em que as cenas se repetíam incansáveis.
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Bati de frente com prosas que me fizeram corar até à raiz dos cabelos (e olha que não sou nenhuma santa!) pela textura pornográfica (ou direi pornographica?) com que fornicaram a língua portuguesa.
Saí de rastos...
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Daquele prazer que se retira da frase que nos guia na imaginação recusando o evidente e que apenas levanta o véu para que o calor se sinta gradual pouco, muito pouco encontrei...
Nem sequer uma bolinha vermelha no canto superior direito.
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Lá vou eu de balde e esfregona...
4 comentários:
Maria
Já assisti a um filme idêntico e digo-lhe que já não me choca.
Hoje em dia vale tudo!
Habitue-se porque a realidade em que vivemos é assim.
NV
Nuno,
Dificilmente me habituarei a chafurdar... Defeito Profissional!
Neste mundo é tudo os outros, nós nada!!!
Gosto de assistir a este sentir.
Statler,
Ainda bem que me subscreve.
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